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domingo, 12 de janeiro de 2014

PERCEPÇÃO DE DEUS

Certa feita em uma escola de médio porte um professor substituto foi chamado as pressas pois um dos professores adoecera. Ao entrar na sala de aula e apresentar-se, foi logo indagando a uma garotinha que sentava-se a primeira carteira de uma das filas.

- O que é a luz para você? – Muito tímida eis que a garota respondeu.

- Desculpe professor, não posso ver a luz por que nunca vi a luz. Desde que nasci eu não enxergo... Mas, penso que a luz deva ser como um abraço que Deus dá. Carinhoso, quentinho, aconchegante e que enche de vida a quem o recebe, assim como o de papai...

Assim como a garotinha acima, a humanidade ainda não consegue definir o que seja Deus em sua plenitude, mas pode identificar alguns de seus atributos, que de modo algum lhe deva faltar. Diz os historiadores, pautados por fatos e artefatos históricos encontrados ao longo do tempo, que a percepção de Deus e de seus sinais distintivos, mudou com o progresso da humanidade.

      Para os povos mais antigos, deus - com d minusculo mesmo, eram as forças da natureza, e dessa forma naturalmente para eles haviam muitos "deuses", como o deus chuva, o deus trovão, o deus fogo, o deus terra etc., e cada um com características próprias responsável por este ou aquele departamento da natureza. Foi apenas com os hebreus que a humanidade começou de forma mais lúcida perceber a divindade única que cria e rege o universo. A humanidade tem uma dívida de gratidão para com esse povo, pois foram os primeiros a reconhecerem e aceitarem a existência de apenas um único Ser Supremo, mesmo que com todas as qualidades humanas predominantes a época em que viveram: violento, vingativo, julgador, intolerante, castigador... Vale ressaltar que é deste povo que surgiram Judeus e Palestinos, e seria o berço do Cristianismo.

Com o Cristo Deus torna-se o amor, um Deus imparcial que ama a todas as suas criaturas indistintamente e que as cria com as mesmas possibilidades, capacidades e oportunidades para progredirem. Um Deus que nunca para de agir e que a todos convida a agirem também, construindo assim o reino dos céus dentro de nós e contribuindo na construção deste nos outros, apenas por amor ao semelhante. Um Deus que sempre faz o que é melhor para nós, mesmo que no momento que passamos, seja de alegria e felicidade, seja - e principalmente, por situações angustiosas, não compreendamos suas formas de educar o espírito individual e imortal que somos. Um Deus que perdoa indistintamente e sempre, quando para isso nos colocamos em condição de receber este, ao perdoarmos os outros quando estes nos ofendem, em fim um Deus de amor.

      Nos últimos milênios, a humanidade progrediu significativamente, destacadamente no campo intelectual e mesmo que ainda nos falte um sentido para entendermos a natureza intima de Deus, já somos capazes de perceber alguns atributos que não lhe podem faltar sem ferir a razão, abstração feita de todo e qualquer crédulo religioso.

 “Deus é sempiterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.” (O Livro dos Espíritos).

Reflitamos sobre estas características que nossa apequenada e vã razão nos permite entrever e analisemos se eles estão de alguma sorte em desacordo com o Deus de amor anunciado por Jesus. Se ainda não conseguimos penetrar na natureza íntima de Deus, isso não nos tira a responsabilidade de por uma ação consciente, refletir,  pensar, buscar compreender, questionarmo-nos sobre aquilo que não lhe deve faltar, já que todos somos criados por Ele com estas capacidades, e segundo o Cristo “sua imagem e semelhança...”

BIBLIOGRAFIA

KARDEC. Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Guillon Ribeiro. 89. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. 

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP)
http://www.priberam.pt/DLPO/

Site de busca Google
http://google.com.br/


GLOSSÁRIO

Plenitude: 1. Estado do que se acha completo, inteiro, cheio. 2. Superabundância, grandeza. 3. Uso legal.

Atributo: 1. Qualidade própria e inerente. 2. Faculdade. 3. Sinal distintivo. 4. [Gramática] Adjetivo (ou locução adjetiva) que qualifica um nome 5. Nome predicativo.

Lúcida: 1. Brilhante, claro. 2. Que vê, compreende ou exprime claramente. 3. [Figurado] Muito inteligente. 

Sempiterno: 1. Que não teve princípio nem há de ter fim. 2. Duradouro; perpétuo. Obs. Utilizamos e preferimos este vocábulo ao de "eterno" que como comumente está presente nas traduções das Obras Básicas da Codificação Espírita, por a nosso ver estar melhor de acordo com a compreensão de um dos atributos da Divindade ser de que não teve princípio e nunca há de ter fim, já que eterno também pode ser compreendido como "2. Que teve princípio mas não terá fim". Como dizem os Espíritos da Codificação é uma simples questão de palavras o importante é que nos entendamos.

Apequenado: Um tanto pequeno.

Entrever: 1. Ver indistintamente. 2. Pressentir, prever. 3. Ter entrevista com alguém. 4. Ver-se reciprocamente.





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