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domingo, 17 de fevereiro de 2013

SER MÉDIUM É SINÔNIMO DE MISSIONÁRIO?

A grande maioria dos médiuns são almas que fracassaram desastradamente. Quase sempre tombaram do cumes sociais e que agora regressam para sacrificarem-se em favor do grande número de alma que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude.
   O brasileiro, Francisco Cândido Xavier é considerado um dos médiuns que melhor utilizou suas capacidades mediúnicas e que muito fez através dela, psicografando quatrocentos e dezesseis livros e milhares de mensagens consoladoras aos familiares que por aqui ficaram. Já Moiséis é reconhecidamente o profeta que dividiu as águas da história da humanidade quando por seu intermédio no alto do monte Sinai, mui provavelmente por meio da pneumatografia, recebe de mensageiros enviados por Deus os “Dez Mandamentos” que influenciariam as leis sociais, inclusive das mais avançadas nações da atualidade. Destacamos, para ilustrar a mediunidade missionária, apenas essas duas personalidades dentre tantas outras como Joana D’arc, Paulo de Tarso e o próprio Cristo, que através da mediunidade marcaram a história humana.

   Poder-se-ia então concluir que ser médium é ter uma destacada e relevante missão para a humanidade, sinônimo de missionário, de um ser muito elevado e com potencial mediúnico bem superior aos seus paris? Aquele que assim concluísse demonstraria que sua análise foi superficial ou ao menos que se precipitou em formar juízo, não percebendo que se Jesus era o médium de Deus, os apóstolos, em um grau muito menor por razões obvias, os secundaram em sua missão principalmente post mortem. Chico Xavier não dispensou o concurso de Waldo Vieira enquanto este desejou atuar a seu lado, Moiséis contou com setenta anciãos ajudando-os na eclosão da “unção profética” e tantos outros médiuns anônimos que a história esqueceu-se de registrar ou que não conseguiram modificar a história de si mesmos.

   Se há aqueles que por uma análise de sua vida e obras concluímos que vieram com uma missão bem delineada a fim de nos auxiliarmos a evoluir nos mais diversos campos da existência, também os há com a missão única de despertarem e apaziguarem a própria consciência delituosa seja através da expiação ou da provação.

   Nos valemo-nos das palavras iluminadas do espírito Emmanuel na obra homônima e psicografia de Chico Xavier, a esclarecer-nos que:

   "Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia".

   Se assim o é, e cremos o seja, a grande maioria dos médiuns são espíritos em reajuste, em tratamento, no qual por misericórdia divina tornam a terra a fim de que com o suor do próprio trabalho, auxiliem aqueles que ajudaram a precipitarem-se a infernos consciênciais na conquista do céu da consciência tranqüila e em paz. E neste processo conquiste ele mesmo para si este céu, enquanto prepara-se para no futuro assumir a responsabilidade não apenas de ser o missionário de si mesmo mas de uma coletividade.

4 comentários:

  1. Muito bom e esclarecedor o seu texto sobre médiuns. O trabalho de divulgação da Doutrina Espírita é nobre. Que o Divino Mestre o ilumine e o fortaleça sempre.
    Abraços fraternos.

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  2. sim! concordo com o texto, porém conheço espiritas que sabem e ão fazem, assim como protestantes,católicos... Não adinata saber tem que fazer! 851.

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    1. O conhecer é uma etapa importante, incomparável a outra não menos importante que é aplicar a sua vida esse conhecimento. Eis o grande desafio da atualidade, na minha estreita visão... Construir a ponte que inicie na Razão, atravesse o repositório dos sentimentos, o coração, e que nos ligue a vivência. Muita Paz!!!

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