Todas
as civilizações, desde os primeiros agrupamentos dos Homos até a mais avançada sociedade da atualidade, tiveram seus
intermediários entre aqueles que não possuíam ou abandonaram a roupagem carnal
pelo fenômeno da morte e os ditos “vivos”.
Se passarmos os olhos rapidamente na história da humanidade,
verificaremos a existência de seres considerados “especiais” nas tribos
primaveris da organização social humana (pagéns e feiticeiros), nos oráculos
das civilizações gregas e romanas (sacerdotisas e pitonisas), nos desertos
palestinos e no oriente médio (profetas) ou aqueles que perambulavam às
escondidas pela densa noite escura da “idade das trevas”, julgadas e condenadas
como bruxas e bruxos. Há em comum a todos
a influencia dos espíritos e o intercambio do mundo espiritual com o mundo
corporal. Fenômeno este mal compreendido e interpretado segundo os interesses
de alguns à época.
O que dizer daqueles que possuem certas aptidões mediúnicas ou “paranormais”
capazes de auxiliar na investigação criminal tais como Ann Fisher, Carol
Broman, Mary Downey, Nancy Orlen Weber, Noreen Reiner e Rosemarie Kerr, todas nos
Estados Unidos. Outro fato digno de nota ocorreu durante um julgamento em 1990 onde
duas cartas da assassinada Gleide Dutra de Deus, morta em 1980, foram enviadas
através da mediunidade de Francisco Candido Xavier. As duas inocentavam o réu
João Francisco Marcondes de Deus e que foram aceitas como provas da inocência
do mesmo. Após o envio desta carta as mãos da defesa do réu, constatou-se junto
a equipe médica que Gleide antes de morrer havia inocentado o marido momentos
antes de seu último suspiro.

