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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

MEDIUNIDADE: ATITUDES SAUDÁVEIS NA CONSTRUÇÃO DA PONTE PARA O FUTURO

   A mediunidade tal como a caridade, pode ser comparada a uma via pública de duas direções, pela qual transitam as necessidades de uns e as possibilidades de outros, ora num sentido ora no outro. Esta faculdade é uma via que no presente à medida que transitamos, construímos uma ponte que nos liga a um futuro promissor ou decadente, inexoravelmente de acordo com o nosso transitar. Tornar-se fiel interprete das mensagens espirituais, aprender a renunciar a si mesmo, tomar o seu quinhão e servir, são algumas das atitudes que podem nos servir de balizas seguras para um exercício exitoso desta faculdade.

   Não raro, oportunidades preciosas são desperdiçadas, ora por conta de uma vaidade exacerbada, ora por um orgulho sem sentido no qual o médium alimenta por “ser capaz” de produzir este ou aquele fenômeno ou de trazer mensagens desta ou daquela natureza. Esquece-se de sua devida condição de parceiro-estagiário das esferas mais altas e que sem o concurso dos bons Espíritos, os reais coordenadores e responsáveis da tarefa nada de bom se daria. Imbuir-se de humildade e reconhecer desde o princípio o seu devido lugar, o de parceiro-aprendiz, tomando para si inicialmente antes que para os outros as lições que fluam por sua mediunidade, é passo importantíssimo para evitar os escolhos da obsessão e manter-se em rota segura secundada pelos espíritos de luz.

  Outro comportamento que acaba por atrair o auxílio da espiritualidade iluminada é o de exercitar o desapego e o ato da renuncia tendo no amor ao próximo e a coragem de servir indistintamente a regra de ouro no proceder das mais variadas situações do cotidiano. Um exemplo formidável de renuncia e de coragem para servir foi (e agora o é certamente na dimensão espiritual), o de Madre Teresa de Calcutá. Certa feita ela auxiliava com extremado zelo e carinho uma pessoa dentre as milhares que auxiliará sempre com a mesma conduta. Aquele senhor ficou tão tocado da forma com que aquela simpática mulher cuidava dele que lhe perguntou. – Senhora, qual o seu nome, qual a sua religião e qual o seu Deus? No que redargüiu Madre Teresa olhando profundamente em seus olhos, mas fraternal e amorosa que antes. – Meu nome é Teresa, minha religião é o amor e o meu Deus é você.

   O exemplo de Madre Teresa encerra para os médiuns a meta a ser um dia conquistada através do exercício diário da renúncia de si mesmo em favor do bem estar dos que o cerca, da coragem de servir independente da situação vivenciada, discernir e compreender as lições das mensagens de que se faça carteiro da espiritualidade, esforçando-se por vivê-la antes de passar adiante.


Edí Carlos R. de Oliveira
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